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O Caso dos Máscaras de Chumbo

Este caso teve início no dia 17 de agosto de 1966, tendo um fim trágico no dia 20 do mesmo mês quando 2 corpos foram encontrados no Morro do Vintém, no Bairro de Santa Rosa, no Rio de Janeiro.

Manoel Pereira da Cruz, 32 anos e Miguel José Viana

Os corpos encontrados eram de 2 homens, identificados como Manoel Pereira da Cruz, 32 anos e Miguel José Viana, 34 anos. Eles eram amigos, sócios de um pequeno negócio, técnicos em eletrônica e residiam na cidade de Campos de Goitacazes, situada no interior do Rio de Janeiro.

Quando encontrados, os corpos estavam um ao lado do outro, deitados de costas para o chão e em cima de uma “cama” feita com folhas da Pitomba (um tipo de palmeira que tinha ali na região), já estavam em avançado estado de decomposição e cheirando mal, porem foi possível observar que estavam muito bem vestidos de ternos limpos e usavam uma capa de chuva.

Ao lado dos corpos tinha um marco de cimento, uma garrafa de água mineral vazia, uma folha de papel laminado que teria sido usada como copo, um pacote com duas toalhas, um lenço contendo as iniciais M.A.S. e estranhamente os dois estavam usando uma mascara de chumbo que era uma espécie de óculos escuro rústico, onde na haste tinha uma aliança, o porque dessa aliança também ninguém soube explicar.

Manoel Pereira da Cruz, 32 anos e Miguel José Viana

Além desses indícios, também fora encontrado um papel com equações básicas de eletrônica, sendo uma delas a lei de Ohm onde é calculada a potência, tensão, corrente e resistência e em outro papel a seguinte escrita:

16:30 hs estar no local determinado.
18:30 hs ingerir cápsula após efeito,
proteger metais aguardar sinal máscara

O que chama a atenção é que os corpos não apresentavam nenhum sinal de violência e o local também não apresentava nenhuma desordem. Quem encontrou os corpos primeiramente, foi um rapaz de 18 anos que empinava uma pipa no local quando sentiu um forte cheiro, o nome dele era Jorge da Costa Alves.

Como tudo aconteceu

Manoel Pereira da Cruz, 32 anos e Miguel José Viana 3

No dia 17 de agosto os dois disseram a suas esposas que iriam para a cidade de São Paulo comprar um carro e material para o trabalho, como componentes eletrônicos para o estoque e levaram certa quantia em dinheiro.

Miguel e Manoel pegaram um ônibus às 9 horas da manhã e chegaram em Niterói as 14h30min da tarde (não para São Paulo como tinham dito). Foram em uma loja de componentes eletrônicos, depois em uma venda onde compraram as capas de chuva e depois para um bar onde foi comprada a água mineral.

A funcionária que os atendeu relatou que Miguel parecia estar nervoso e olhava para o relógio o tempo todo.
Uma testemunha, que seria vigia e morador do local, Raulino de Matos, viu Miguel e Manoel entrarem em um Jipe e que dentro estavam mais dois homens (não identificados), que levaram eles até uma parte do morro e o resto do caminho os dois amigos seguiram a pé.

No morro havia um centro espírita e uma sobrinha de Miguel comentou que perguntou para o seu tio, porque ele teria que ir até São Paulo comprar um carro, se poderia comprar na cidade mesmo e que seria, inclusive, mais barato, foi onde ele respondeu: “Eu preciso saber de uma coisa. Depois quando eu voltar, eu te conto se acredito mesmo nessa historia de espiritismo ou não”.

Porém, com os desdobramentos da investigação não foi encontrado nenhuma prova que confirmasse que os dois tiveram algum tipo de contato com o centro espírita.

Com o relato de Raulino de Matos, e a caligrafia do bilhete encontrado não era de nenhum deles, levou os investigadores a acreditar que antes da polícia encontrar os corpos, eles poderiam ter sido revistados, já que foram achados somente 3 dias depois e que o dinheiro havia sumido.

Além do fato de que nenhuma faca foi encontrada no local, gerando dúvida de como eles poderiam ter cortado as folhas da Pitomba. Assim foi levantado a hipótese que poderia ter uma terceira pessoa envolvida.
Dias depois os investigadores foram atrás de um amigo das vítimas, Elcio Correia Gomes que era espírita, e que tempos atrás os 3 teriam se envolvido num experimento, ocorrendo uma grande explosão na praia de Atafona – RJ, aterrorizando a população do local achando que seria um terremoto ou que um disco voador teria caído.

Esse acidente foi investigado pela Marinha Brasileira. Porém, a polícia não encontrou nenhuma prova que pudesse incriminar Elcio, ele prestou depoimento negando qualquer tipo de participação, então foi liberado dias depois. Quando o caso foi divulgado pela imprensa varias pessoas foram até a polícia informando que teriam visto algo estranho, como um objeto luminoso, colorido e de formato oval,no mesmo local, dia e hora da morte das vitimas.

O Caso dos Máscaras de Chumbo

A Senhora Gracinda Barbosa Cortino de Souza, moradora próxima do local, relatou que estava com seus três filhos quando avistou algo que eles descrevem como um disco voador, que parou exatamente sobre o local e permaneceu lá por algum tempo.

Algumas pessoas acreditavam que Miguel e Manoel poderiam ter sido mortos por um raio, pois no dia do acontecido chovia muito e que isso não foi constatado na autópsia, porque os corpos já estavam em estado de decomposição, não podendo assim visualizar alguma queimadura. No entanto essa suposição não foi confirmada pelo legista.

No ano de 1980, Jacques Vallée, cientista e ufólogo veio para o Brasil investigar o caso e o que ele encontrou foi que no local das mortes, não havia nenhum tipo de vegetação e que no lugar onde estavam os corpos dos homens, pareciam ter sido marcados.

Conclusão

Na autópsia, nenhum ferimento foi encontrado, diversos exames toxicológicos foram realizados e os resultados foram negativos. Não determinando a causa da morte. Ficando apenas muitas perguntas sem respostas, diversos e relevantes motivos para a morte de Miguel e Manoel. A única coisa que sabemos que é quase 50 anos depois, o caso ainda é um mistério.

Fonte: GuiaEstranho

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