PF apreende avião com 209 kg de cocaína na divisa de RO e MT

Três pessoas foram presas em pista de pouso clandestina. Polícia Federal acredita que a droga tenha vindo do Peru.
Droga estava dentro aeronave em aeroporto clandestino (Foto: Polícia Federal/Divulgação)
Droga estava dentro aeronave em aeroporto clandestino (Foto: Polícia Federal/Divulgação)

Três pessoas foram presas pela Polícia Federal com 209 kg de pasta base de cocaína na divisa entre Rondônia e Mato Grosso. Os detidos foram encaminhados para Ji-Paraná (RO). A apreensão ocorreu após os policiais encontrarem uma aeronave em uma pista de pouso clandestina no município de Rondolândia (MT) na quinta-feira (13).

De acordo com o delegado Everton Manso, uma pessoa fez uma denúncia anônima na quarta-feira (12) e informou à PF sobre o pouso em um aeroporto clandestino. Agente da PF de Ji-Paranáforam até a fazenda indicada na quinta-feira, encontraram rastros de avião e vestígios de combustível.

Os policiais permaneceram acampados no local quando viram uma caminhonete que carregava cerca de 200 litros de combustível para avião. “A pessoas foi abordada e, ao ser questionada, admitiu estar levando o combustível para uma aeronave que já havia pousado no dia anterior também para abastecimento”, explica Manso.

Delegado Everton Manso mostra os mais de 200 kg de pasta base apreendidos (Foto: Pâmela Fernandes/G1)Delegado Everton Manso mostra os mais de 200
kg de pasta base (Foto: Pâmela Fernandes/G1)

Por volta de 17h, o avião pousou e foi cercado pelos polícias. Dentro da aeronave foi encontrada a pasta base e duas pessoas, o piloto e uma mulher, que seria a proprietária da droga. “Foi dada voz de prisão para as três pessoas e todos foram trazidos para a Delegacia Federal de Ji-Paraná onde estão à disposição da polícia”, afirma.

Segundo o delegado, a suspeita da polícia é que a droga tenha vindo do Peru. “A presa reservou-se ao direito de ficar em silêncio, mas, segundo os registros do GPS do avião, a rota da aeronave passou pelo Acre e pousou no meio da mata no país vizinho”, comenta.

O delegado informou ainda que não há informações de qual seria o destino final dos entorpecentes, mas os mais de 200 kg da droga, com os aditivos, poderiam somar mais de mil quilos que seriam repassados ao consumidor final. “Foi também uma grande sorte da Polícia Federal. Afinal, o avião poderia retornar qualquer dia, mas retornou no dia em que estávamos lá”, finaliza Everton.

Fonte: G1.Globo

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