quinta-feira, março 4, 2021

Remédios no almoxarifado do hospital em meio aos excrementos de pombos e morcegos

As caixas de remédios estão armazenados em meio à sujeira feita pelos pombos que invadiram o prédio.
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A imprensa do município já se cansou de denunciar com matérias, através de fotos e vídeos as mazelas e os descasos com a saúde pública de Espigão do Oeste. Um problema que há muito tempo deixou de ser um caos social para se tornar um caso de policia, ou melhor, de Ministério Público. A visita feita a unidade mista de saúde de Espigão na ultima semana mostrou outra realidade, aquela que ninguém quer que seja mostrada. O hospital municipal que passou por uma ampla reforma em suas dependências a pouco mais de cinco anos mostrou a quantas andam o sistema de saúde do município.

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Se não bastasse a falta de profissionais médicos, ambulâncias e outros itens primordiais para o atendimento aos pacientes, agora também os remédios entraram na lista dos problemas do setor. No almoxarifado do hospital as caixas abarrotadas de medicamentos para serem entregues as unidades de saúde do município (postinhos de atendimento nos bairros e no próprio hospital) correm o risco de serem contaminados pelos excrementos de pombos e morcegos que literalmente invadiram o almoxarifado do hospital.

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Os excrementos de pombos e morcegos podem ser encontrados no chão, nas prateleiras, por sobre as pilhas de caixas de remédios e até nas paredes. A invasão dos pombos que se deu pela falta de manutenção na cobertura do almoxarifado que perdeu parte do beiral deixando uma grande abertura por onde as aves entram e ficam à vontade dentro do forro no galpão. A situação é grave uma vez que o bando de pombos aumentou consideravelmente obrigando muitos a buscarem outros refúgios nas alas próximas ao almoxarifado.

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Ao caminhar pelas dependências do hospital é possível ver bandos de pombos em ninhos sobre as coberturas nos corredores e até no teto próximo ao centro cirúrgico como nos confirmou o vereador Adriano Meireles que acompanhou na visita. Além do problema com os remédios, existe o perigo eminente de que algum paciente possa adquirir algum tipo de contaminação pela presença das aves tão próxima. É um risco apontado por muitos profissionais que ali trabalham.

                                      Remédios prestes a vencer estão nas prateleiras

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Outra denuncia que a reportagem pode comprovar foi à presença de caixas de remédios cujo prazo de validade fecha agora no próximo mês, sendo distribuídos aos pacientes no Centro Materno Infantil. Segundo a atendente os medicamentos foram entregues esta semana e já estão com o prazo de validade quase expirando. Esse descaso com a saúde publica em Espigão do Oeste é só a ponta do iceberg que é o setor municipal de saúde que mandou reformar os postos nos distritos de Novo Paraíso (Canelinha) e Flor da Serra (14 de Abril), mas até hoje continuam fechados.

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Sem contar o posto de saúde do distrito do Pacarana que não tem ambulância e não funciona o Programa de Saúde da Família – PSF, apesar de ele existir no papel. Ao que tudo indica a população já se acostumou com as privações por que tem que passar para ter acesso a um atendimento mínimo. Hoje em Espigão do Oeste o paciente se tornou uma “moeda de troca” na mão do poder público. Ninguém quer resolver o problema da saúde, na verdade o caos é bem melhor, pois é através dele que o político tem a garantia de manter o eleitor amarrado. E digam que eu estou mentindo!

ENTREVISTA COM O VEREADOR ADRIANO

Fonte: Luizinho Carvalho/Cientista Social

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